quinta-feira, 22 de outubro de 2009

simplicidade

Se você dispensa,

eu imploro,

não pensa!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

êêê meu amigo Charlie

Sabe o cobertorzinho azul do Linus?
ele não é só um cobertor...
ele é o próprio Linus...

Sabe você?

Você é meu cobertorzinho azul...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

sexta-feira, 17 de julho de 2009

síntese

Não sei se é certo,

mas mesmo assim me excedo.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Como num dia de quase-chuva

E o medo de ir pra fora?
Da escuridão
E se o mundo cair na sua cabeça?
Ou caso você enlouqueça
E tente buscar a explicação
Para aquilo que não tem resposta?
E se essa bosta de vida
Te jogar para o ralo?
E ele estiver cheio,
Alagado de lágrimas alheias.
Quem te socorre?
Estufe o peito
Enfrente a tempestade
Pois aquele que não encara a verdade
Se humilha, enfraquece e morre.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Diálogo central do curta que um dia farei


atriz diz:

sim, eu ja pensei em fingir que eu to namorando

seria ético, pq assim eu não iludo ninguém e ele sai de perto

vou dar umas duas semanas pro meu personagem aparecer

será um romance e tanto, minha filha

ninguém vai ser tão feliz quanto eu.

(acende um cigarro, toma um gole de vodka, pára pra ouvir o jazz rolando solto no fundo e desaba no choro)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Interior

Quando se quer ser só.
Quando se precisa ser tão.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Se é pra estar longe
tanto faz aqui ou Londres.
Sem o seu abraço
é tudo vazio,

Mas se for pra estar perto
que seja dentro de mim
me aperte com força
beije minha boca
até eu esquecer
de como era minha vida
antes de ter você.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sem pressa
a paciência ensina.

Espera,
Suspira,
a resposta sempre vem...

domingo, 24 de maio de 2009

Estrela

A qualquer hora
No céu,
Seu sol aquecerá.

Anos-luz,
Longe...
Se apagou, mas mesmo assim vejo.

E se vejo é porque ainda há.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Prece

Não quero luxo ou ostentação.
Meu amor ideal
seria aquele que me acordasse
numa manhã chuvosa de domingo.
Me desse um beijo com bafinho matinal
Olhasse no fundo dos meus olhos sonolentos e ramelados
e dissesse convincente:
-Sou a pessoa mais feliz desse mundão todo!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Lembra daquela estrela
que um dia te prometi?
Ela ainda está ali.
Longe.
Lilás.

Aliás, lancei-me ao céu também
e como aquela estrela
só de me olhar,
você já me tem.

sábado, 25 de abril de 2009

Separação

-Posso passar na sua casa amanhã? Preciso te dar seus livro que ficaram comigo...
-E eu preciso te dar um abraço...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Sou extremo.
Só queria te conhecer,
mas te invadi com o pé na porta.
E agora se sinto saudade
a solidão me conforta.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Num dia de inconformidade com o mundo
saí mostrando minha rebeldia pela rua
fiquei nua gritando bordões incompreensíveis
assustando cães e mendigos
adiantei o relógio da rodoviária pra ver tumulto

Assustei o povo e só notei o ocorrido
quando rasguei o lixo do hospício
e de lá saiu um bando de doido varrido.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Nem prece ajuda
Toda forma parece aguda
Agulhas penetram meu corpo,
Mas furam a alma
Da cabeça ao pé.
Faz tudo parecer o que não é.

Instintos realçados
Pecados
Sonhos não acabados.

A outra porta que não abrimos,
O passado perfeito
É sempre aquele que não vivemos
Só sonhamos.

Idealizamos o futuro,
Fantasiamos o passado
E presente, ninguém vive...

domingo, 22 de março de 2009

Criamos muros entre nós
naturalmente
sem notarmos

Muros grandes
tijolo, cimento e sentimento.

Mas no muro,
há frestas.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Maroniandobossamalandramente

Camelinho albino com topete grande. O gel escorre pela orelha e se não fosse azul qualquer um acharia que é cera. Cléberson te viu ontem no buteco do Eusébio e só não te chamou pra sentar com ele pra não ter que dividir a dobradinha,ue fede, mas o faz se sentir viril.

Sabe Camelinho Teco-Teco, tenho estado apaixonado. Jussara é mulata sabida, tem bunda grande e seca minha frieira do dedão do pé esquerdo depois do banho. Não me pergunte da voz dela, porque parece muda e quando fala parece russa. Não presto atenção, nunca entendo, mas gosto dos gracejinhos que sua língua faz. Não me dá gastos nem desgosto. Até gosto.

Qualquer dia vou aí te visitar, aproveito e levo uma fronha bordô com firulas amarelo-merda-de-nenê que comprei lá na Cantilar. Coisa de só quem conhece a rua dois entenderia. Ainda atravesso a rua e compro um churros.

Tenho que ir agora, meu vizinho tá tirando Police and Thieves no cavaquinho e eu preciso acabar com a baixaria.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Clichê

Me entrego, mergulho
sem saber nadar
esquecendo da profundidade
infinita dos teus olhos de mar.

Afogando-me em ti
me salvo
nas raras oportunidades
que o acaso concede,
e se morro na sua praia
é desejo que excede.

sábado, 14 de março de 2009

Abro o espelho, a gaveta
procuro com cautela
uso lupa para achar
os meus olhos de ver são.

Cansado da alucinação
a cena diverge
digere a ação
mas minha mente não.

Gosto da diversão
dos seus olhos
com meus olhos de ver são
são tão atrapalhados nossos olhos
nunca sabemos pra onde vão.

Então paro de procurar
pois comigo eles estão
a questão é saber usar
os meus olhos de ver são.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Ecos do ão - parte II

Eu é que não botaria fé numa solidinha ou frustracinha...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Adentro no meandro
tenso do tédio.
Meço as palavras.
E qual seria o remédio?

terça-feira, 3 de março de 2009

Nada

Está

Estagnado

domingo, 1 de março de 2009

É tanta inspiração
que me faltam palavras...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Não quero algo que me faça bem,
mas também não faça mal.

Quando a gente vai além
ficamos sem
a diferença entre o mistério e o natural.

Qual caminho seguir,
se as estradas são tortuosas?
Na contramão da razão,
acelero minha sorte
e atropelo a decepção
de nunca ser forte.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

FRAQUEZAS

Eu tento me mostrar forte
E carrego o jornal de domingo com só uma mão
Mostro-me ácida como limão
Mas sou sensível como raras pessoas.
Peso poesia e razão,
Nunca chego a alguma conclusão
Se é melhor que vejam a minha pele
Ou que sintam meu coração.
Sou o que escondo pelo medo do medo,
De sentir acuada,
Por isso destilo veneno azedo
Com receio de me sentir amada.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

insanatúria

Eu tô fugindo pra Marília

lendo Normam Friedman na carroceria da charrete

barrocasexymalandramente-bossapolkamariachi

eu vou te morder porque te amo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Ele vivia querendo ser engraçado mas não conseguia.
contava piadas,
tentava imitar,
falar palavrões.

um dia ele foi atropelado,
antes de passar o filme de sua vida na cabeça ele viu um transeunte
(muito provavelmente adepto ao humor negro)
rindo gostosamente de sua pirueta aérea.

Morreu feliz.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sou assim

Sei muito bem, eu me conheço,
Se eu subir, nunca mais desço,
Se parar, eu enlouqueço.

Por isso sigo sem fim,
Por isso sou assim,
Sou a causa e a razão
Da minha própria insegurança.
Nem sei qual dança que pulsa meu coração,
E desconfio que ele não se cansa dessa louca alucinação.

Quem manda em mim,
Não sou eu nem ninguém,
Um corpo louco numa mente insana,
Com ideais malucos e uma fé cigana.
Razões do meu começo, meio e fim.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Batucando Verdades

Peguei meu tamborim
E fui pra rua,
Metralhando minha ode
Cantando a verdade crua,
Cultuando o que não pode.

Catequizando mendigos e bêbados
Com loucura e preguiça praieira
Trazendo a calmaria do sábado
Em plena quarta-feira.

Destruindo concreto, catracas, controles
Trazendo a paz em amar seus amores
Que a rotina cisma em tolir
Toda pureza de gostar do que se têm
Estufar o peito e sorrir.

domingo, 4 de janeiro de 2009

ORQUÍDEAS DESPETALADAS

Sobraram apenas as orquídeas despetaladas
Do jardim de fantasia que havia aqui
Por tantas vezes com sorriso na cara, menti
Mostrei aparente calma, mesmo que desesperada.

Fatalmente, tal qual a chuva quando cessa.
Você não quer que acabe mas não há nada que impeça.
A parar de agir, com sua força dominante
Julgando o seu correto, fazendo seu instante.

Dormindo na paz que ninguém quer
Só o barulho interessa agora
Ninguém te escuta, haja mulher!

O silencio pelos cantos, só há o eco
Digno de quem erra a toda hora
Mas não tem coragem de ir embora.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Borrão

Completamente errada,
Como herança genética
Recebi os piores defeitos dos meus pais
Nunca entendi física ou aritimética
E nem fiz questão de saber mais.

Sempre igual a todo mundo
Perdendo o trem por 1 segundo
E culpando o maquinista,
Sendo o mal profundo,
O óleo na pista.

E o pior, pensando ser diferente
Crendo realmente que sou mais gente
Do que pedintes e políticos
Mais forte que todos os raquíticos
Me mostrando uma completa inconseqüente.

Infame, imatura
Não quero acreditar que a vida é dura
Pelo simples medo de apanhar
(o olho fica roxo antes do safanão)
E é nossa obrigação fingir satisfação
Em dar a outra face e despencar.