Peguei meu tamborim
E fui pra rua,
Metralhando minha ode
Cantando a verdade crua,
Cultuando o que não pode.
Catequizando mendigos e bêbados
Com loucura e preguiça praieira
Trazendo a calmaria do sábado
Em plena quarta-feira.
Destruindo concreto, catracas, controles
Trazendo a paz em amar seus amores
Que a rotina cisma em tolir
Toda pureza de gostar do que se têm
Estufar o peito e sorrir.
POSIÇÃO FETAL
Há 8 anos
Um comentário:
final genial!!
desde as assonâncias, que vc saberia nomear melhor que eu, logo nota-se...
aos 4 versos finais, costurando tudo, dando tapas na cara de quem passa despercebido.
lindo!
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