sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Borrão

Completamente errada,
Como herança genética
Recebi os piores defeitos dos meus pais
Nunca entendi física ou aritimética
E nem fiz questão de saber mais.

Sempre igual a todo mundo
Perdendo o trem por 1 segundo
E culpando o maquinista,
Sendo o mal profundo,
O óleo na pista.

E o pior, pensando ser diferente
Crendo realmente que sou mais gente
Do que pedintes e políticos
Mais forte que todos os raquíticos
Me mostrando uma completa inconseqüente.

Infame, imatura
Não quero acreditar que a vida é dura
Pelo simples medo de apanhar
(o olho fica roxo antes do safanão)
E é nossa obrigação fingir satisfação
Em dar a outra face e despencar.

4 comentários:

Nah Safo disse...

nossa!

eu preciso da melhor interjeição existente pra me expressar dignamente.

eu amei!
e olha que eu nunca amo nada.
eu sempre adoro, ok. mas amar?
não, não não...

profundo, incisivo e rápido.
com versos fantásticos e estrofes ótimas.

talvez um "diiiiivaa!!!" funcione?

[imagine eu, na platéia, aplaudindo em pé por dois minutos]

Anônimo disse...

Nossa!!Fantastica!Amiga...vc é uma DIVA MARA!=D

resenha sambarilove disse...

du caralho

Unknown disse...

meu, é bom de mais sem cliche ( não preciso disso ).
Mais como a Nah disse talvez diva funcione!! lindo poema vi minha vida e meus pais ali.
muito bom mesmo.
PARABÉNS