quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Paranóica

E agora?

Que desculpa vou dar pra esses gritos que escuto
se todos foram embora?

De onde vem essas luzes que vejo
se é madrugada lá fora?

Talvez a morte
talvez loucura
talvez se eu fosse um pouco mais pura

eu lutaria,
eu acharia a cura.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

sinapse

Aqui os sinos não badalam
Nem lembro mais que horas são
tudo é muito tudo aqui

até ensurdece.

Não sei o que acontece
mas sinto falta
do que antes nem via
e desdenhava
pois sabia que quando quisesse
estaria ali.

sábado, 15 de novembro de 2008

Contos de cada

E foram felizes para sempre...
Não foram.
A gente mente, normal.
Fingindo altivez
em busca do grande e sempre
Era uma vez...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

As coisas que eu queria dizer e não disse
todas elas
tão belas,
que se dissesse tornaria
aquela noite fria.
O receio,
pesando e medindo palavras
de uma voz que não me pertence.
Não sou eu quem vai apagar a luz ao sair...
Aliás,

já nem estou mais aqui.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Odes com Tamborim

Não tenho culpa de ser assim,
Fazendo odes,
Não com harpa,
Mas com tamborim.

Um anjo torto,
Que não leva nenhum conforto,
A quem ouvir a mim.

Mas em minhas veias corre intensidade,
Que me faz querer ser alguém de verdade,
Aliada à esperança, posso ir onde eu quiser,
Na cabeça o bom senso,
No coração, a fé.

domingo, 2 de novembro de 2008

Na paz

Tudo sem você parece errado aqui,
Meu mundo é tão confuso, não sei pra onde ir,
Vivo perdida entre fantasias e ilusões.
E nenhum coração sente mais
E ninguém consegue encontrar a paz...

Será que ela existe?
Ou a gente insiste à toa?
Tem tanta gente triste,
Se você estivesse ao meu lado,
Eu ao menos estaria numa boa.