sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Sou eu o sexto sentido que não foi sentido,
a eterna reticência ao invés da exclamação
o insistente desagrado sujando toalhas limpas
Inconveniente como os pedregulhos do chão onde você cai
A chuva forte que começa assim que você sai
A inconstância, o previsível
A represa acima do nível
que alaga e incomoda a cidade.
o pernilongo zunindo a noite toda
e que desaparece ao acender a luz.

Sou a dor, sou o puz
sou tudo que odeio nos outros
mas reflete a mim como um espelho

pois afinal, somos todos espelhos dos reflexos alheios.

2 comentários:

Nah Safo disse...

posso falar?
impossível ler sem musicar.

você seria um sucesso na mpb.
por hora, ahaza com esse blog.

Ana disse...

uau!!
intenso...

ameeei o blog!!! é isso ai! tem q divulgar seus escritos, mtoo fodaa!!

sucesso na mpb (2)